MOSTRA HELENA SOLBERG
MOSTRA HELENA SOLBERG
Share Button

Entre os dias 3 e 22 de Abril acontece a Mostra Helena Solberg, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, não perca!
Data: De 03 a 22 de Abril
Hora: Confira a Programação
Local: CCBB – Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2, Lote 22

SOBRE

Trazendo à luz temáticas sobre o feminino, conflitos políticos históricos e aventurando-se pela ficção, em sua singular trajetória Helena Solberg (que completa 80 anos em junho) assina a direção de 17 filmes, que serão exibidos integralmente em retrospectiva inédita. Em tempos de ênfase no papel e atuação feminina no mercado do cinema, a mostra terá exibições comentadas por pesquisadores especialistas e uma Aula Magna com a cineasta, além de debates. Com curadoria de Carla Italiano e Leonardo Amaral, e produção da Associação Filmes de Quintal, a Mostra Helena Solberg é patrocinada pelo Banco do Brasil, com entrada franca para todas as sessões. As exibições acontecem de 3 a 22 de abril em Brasília.

Helena Solberg tem uma carreira singular que completa cinco décadas e que foi aprofundada por mais de trinta anos nos EUA. Sua militância política e feminista, somada à experiência com o Cinema Novo brasileiro, resultou em uma cinematografia rara, atenta aos movimentos de sua época e engajada em modos de olhar e atuar no mundo.

Ao longo de três semanas, o espectador de Brasília terá a chance de conhecer a obra completa e o pensamento desta diretora, produtora e roteirista brasileira, que tem construído uma trajetória singular na cinematografia nacional. A MOSTRA HELENA SOLBERG inclui sessões inclusivas para acessibilidade, como legendas descritivas, e tradução em LIBRAS durante a Aula Magna da diretora.

Mostra e trajetória

Reconhecida por ser a única diretora mulher a participar do Cinema Novo, em sua estreia com o emblemático curta-metragem A Entrevista (1966) Solberg entrevista moças de formação burguesa do Rio de Janeiro sobre casamento, sexo e política, enquanto a imagem de uma noiva se preparando para o casamento é desmistificada pelo áudio das entrevistas.

Nos anos 70 do Brasil em ditadura, muda-se para os Estados Unidos, onde vive um longo período de liberdade criativa, com produções que refletem sobre a presença da mulher na frente e atrás das câmeras, questionando temas de representação e autoria no ensejo da onda de teorização feminista que ganhava força naquela década. Sua primeira realização nos EUA condensa esses desejos: The Emerging Woman (1974), costurado coletivamente pelo grupo Women’s Film Project criado por Solberg em Washington.

As duas produções seguintes compõem o que a pesquisadora Mariana Tavares chamou de “Trilogia da Mulher”, marcada pelo esforço em alinhavar reflexão social e experimentação na própria forma fílmica: A Dupla Jornada (1975), que examina as condições da mão de obra feminina na Argentina, México, Venezuela e Bolívia, e Simplesmente Jenny (1977), que se dedica à vivência de três jovens em um reformatório boliviano para adolescentes.

Tomando como tema as problemáticas das relações políticas entre Estados Unidos e América Latina, na segunda frente de investigação de seu cinema, Helena dirige e produz seis documentários politicamente engajados. Abarcando do final dos anos 1970 ao começo da década de 1990, as produções analisam a ação da política externa dos EUA em apoio às ditaduras latino-americanas nos anos 1980 e a capacidade de mobilização civil frente a regimes totalitários. Dentre eles está o aclamado Das Cinzas: Nicarágua Hoje (1982), sobre a Revolução Sandinista vista sob o olhar de uma família, vencedor de um Prêmio Emmy em 1983.

Em 1995, lança nos cinemas dos EUA e do Brasil seu filme de maior reconhecimento internacional, Carmen Miranda: Bananas Is My Business, uma mistura de documentário e ficção que narra a vida e a carreira de Carmen Miranda. A produção também dá voz a questões políticas, abordando o olhar estrangeiro sobre o Brasil da época. Convidado a inúmeros festivais, ganhou prêmio de Melhor Filme em cinco países, inclusive no Festival de Brasília.

A atual fase da carreira de Helena Solberg aponta para novos rumos: o longa-metragem Vida de Menina (2004), baseado no diário de Helena Morley, marca a estreia da realizadora na direção de uma adaptação ficcional, e o sucesso de crítica e público Palavra (En)cantada (2009), realiza uma viagem histórica pelas relações entre música popular e poesia brasileira, com depoimentos de grandes nomes da nossa cultura. O documentário ganhou o prêmio de Melhor Direção no Festival do Rio e foi o filme do gênero mais assistido nos cinemas brasileiros no ano.

A Alma da Gente (2013), codirigido com David Meyer, enfoca a ausência do estado através de um grupo de dança na Favela da Maré. Retomando com força a pauta feminista, em 2017 realiza o longa Meu Corpo Minha Vida, e levanta a bandeira de uma das discussões mais atuais nos contextos sociais e políticos do país: a descriminalização do aborto.

DEBATES 

  • Debates

    Quinta – 05/04

  • 19h – Exibição de Meio-dia, A Entrevista, A Nova Mulher, seguida de debate com a crítica Glênis Cardoso
  • Quinta – 12/04
  • 19h – Exibição de A Terra Proibida, seguida de debate com a profa. Dácia Ibiapina (Unb)
  • Sábado – 14/04
  • 17h – Aula Magna com Helena Solberg
  • Terça – 17/04
  • 19h – Mesa Redonda – Atuação feminista e criação cinematográfica com as professoras Roberta Veiga (UFMG) e Florence Dravet (Univ. Católica de Brasília). Mediação: Carla Italiano e Leonardo Amaral

PROGRAMAÇÃO

Terça – 03/04

19h30 – Carmen Miranda: Bananas Is My Business (92′, 1994, 35mm) / 14 anos

Quinta – 05/04 

17h30 – Das Cinzas… Nicarágua Hoje (60′, 1982, digital) / 16 anos

19h – Meio dia (11′, 1970, digital), A Entrevista (20′, 1966, digital), A Nova Mulher (40′, 1974, digital) / 14 anos

*Seguida de debate com Glênis Cardoso

Sexta – 06/04

17h30 – Palavra (En)cantada (84′, 2009, digital) / 12 anos

19h30 – Chile: Pela Razão ou Pela Força (60′, 1983, digital) / 16 anos

Sábado – 07/04

17h – Terra dos Bravos (58′, 1986, digital) / 14 anos

19h – Vida de Menina (101′, 2004, digital) / 14 anos

Domingo – 08/04

17h – Carmen Miranda: Bananas Is My Business (92′, 1994, digital) / 14 anos

19h – Simplesmente Jenny (32′, 1977, digital), A Dupla Jornada (54′, 1975, digital) / 16 anos

Terça – 10/04

19h30 – Brasil em Cores Vivas (30’, 1997, digital), A Alma da Gente (80′, 2013, digital) / 14 anos

Quarta – 11/04

19h30 – Retrato de um Terrorista (28′, 1985, digital), A Conexão Brasileira (58′, 1983, digital) / 16 anos

Quinta – 12/04

17h00 – Meu Corpo Minha Vida (73′, 2017, digital) / 16 anos

19h – A Terra Proibida (58′, 1990, digital) / 16 anos

*Seguida de debate com Dácia Ibiapina

Sexta – 13/04

17h30 – Palavra (En)cantada (84′, 2009, digital) / 12 anos

19h30 – Das Cinzas… Nicarágua Hoje (60′, 1982, digital) / 16 anos

Sábado – 14/04

17h – AULA MAGNA com Helena Solberg (com tradução em libras) / Livre

19h30 – Meio-dia (11′, 1970, digital), Vida de Menina (101′, 2004, digital) / 14 anos

Domingo – 15/04

17h – Simplesmente Jenny (32′, 1977, digital), A Dupla Jornada (54′, 1975, digital) / 16 anos

19h – Brasil em Cores Vivas (30’, 1997, digital), A Alma da Gente (80′, 2013, digital) / 14 anos

Terça – 17/04

19h – Mesa-redonda Atuação feminista e criação cinematográfica / Livre

com as professoras Roberta Veiga e Florence Dravet

Quarta – 18/04

19h30 – Meio-dia (11′, 1970, digital), A Entrevista (20′, 1966, digital), A Nova Mulher (40′, 1974, digital) / com legenda descritiva / 14 anos

Quinta – 19/04

17h00 – Vida de Menina (101′, 2004, digital) / 14 anos

19h30 – Carmen Miranda: Bananas Is My Business (92′, 1994, digital) / 14 anos

Sexta – 20/04 

17h30 – Chile: Pela Razão ou Pela Força (60′, 1983, digital) / 16 anos

19h30 Terra dos Bravos (58′, 1986, digital) / 14 anos

Sábado- 21/04 

17h – Retrato de um Terrorista (28′, 1985, digital), A Conexão Brasileira (58′, 1983, digital) / 16 anos

19h – A Terra Proibida (58′, 1990, digital) / 16 anos

Domingo – 22/04

17h – Meu Corpo Minha Vida (73′, 2017, digital) / 16 anos

19h – Meio-dia (11′, 1970, digital), A Entrevista (20′, 1966, digital), A Nova Mulher (40′, 1974, digital) / com legenda descritiva / 14 anos

INGRESSOS

  • Entrada Franca 

MAIS INFORMAÇÕES

  • Telefone: 
  • Classificação: Livre
Tag

Posts Relacionados

Comentários no Facebook